Cobertura colaborativa: entre a programação e a emergência
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É assim: estou começando a estruturar o conceito de “cobertura colaborativa”, que se trata dessa produção noticiosa que é realizada pelos perfis de mídias sociais, já que hoje muito das pautas surgem na rede e executada também dentro dela. É o caso de cobertura como #rockinrio, #egypt, etc etc.
Então vejo que a “cobertura colaborativa” é um novo modo de narrar um determinado acontecimento. E estou a formular o conceito para expandir a concepção que esse tipo de atividades trata-se de “jornalismo cidadão” (não gosto dessa ideia, porque reforça uma visão corporativa de que qualquer narrativa noticiosa, em rede, é jornalismo, mas não profissional – então inclui o cidadão, mas o exclui ao mesmo tempo). Nesse artigo que compartilho aqui, eu classifico a cobertura colaborativa em dois tipos: a emergente e a programada.
Estou a começar o trabalho teórico. Vamos ver se, nesta semana, publico mais coisas, aqui no blog mesmo. Leiam e depois me dê um retorno.
O genial Drummond
0MATAR
Aprendo muito cedo
a arte de matar.
A formiga se presta
ao meu aprendizado.
Tão simples, triturá-la
no trêmulo caminho.
Agora duas. Três.
Milhares de formigas
morrendo, ressuscitam
para morrer de novo
no ofício a ser cumprido.
Intercepto o carreiro,
esmago o formigueiro,
instauro, deus, o pânico,
e sem fervor agrícola,
sem divertir-me, seco,
exercito o poder
de sumário extermínio,
até que a ferroada
na perna me revolta
contra o iníquo protesto
da que não quis morrer
ou cobra sua morte
ferindo a divindade.
A dor insuportável
faz-me esquecer o rito
da vingança devida
já nem me acode o invento
de supermortes para
imolar ao infinito
imoladas formigas.
Qual outra pena, máxima,
poderia infligir-lhes,
se eu mesmo peno e pulo
nesse queimar danado?
Um deus infante chora
sua impotência. Chora
a traição da formiga
à sorte das formigas
traçada pelos deuses.
Carlos Drummond de Andrade
Deleuze palpita sobre o RT no Twitter
0Você não acha esquisito esse fluxo intenso de repetições no Twitter, algo que nós, o povo mais hipermoderninho, chamamos de RT ?
Eu sinto que o segredo desse comportamento repetitivo, nessa coisa chamada de redes sociais da internet, está mesmo é no Gabriel Tarde, o grande teórico da microssociologia. Um teórico que queria entender a similitude de milhões de homens. Um teórico que adorava o mundo do detalhe e do infinitesimal: as imitações, oposições e invenções. E o RT é um fenômeno da microssociologia, porque se trata de microimitações. É mais do que isso: é uma onda de imitações. Uma microimitação diz respeito a um fluxo ou a uma onda, e não ao indivíduo. Quando alguém imita, propaga um fluxo. E o que é o fluxo, segundo Tarde? É crença ou desejo; um fluxo é sempre de crença e de desejo. As crenças e os desejos são o fundo de toda sociedade, porque são fluxos “quantificáveis”, são verdadeiras “Quantidades Sociais”. Então, seria importante ver os RTs menos como representações, se ocupar mais das pontas, e não reproduzir a ideia de individual x social, como se o indivíduo fosse um nó da rede, e o social, os hubs. Na internet, a distinção entre o social e o indivíduo perde o sentido. Porque o fluxo de RTs e de todo tipo de compartilhamento, ao acontecer como um comportamento imitativo, não pode ser atribuído a indivíduos, mas a uma significação coletiva.
O #protestoemVitoria e a política do comum
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É na reivindicação que se encontra a origem do verdadeiro pacifismo” (Antonio Negri).
“Um partido já não vive de sua representação, mas de sua capacidade de ser movimento” (Antonio Negri)

Manifestantes do #protestovitoria fazem assembleia na Ufes. Foto: Izaias Buson
Durante o mês de maio, nos muros da cidade de Vitória/ES, podia-se ler: “Dia 02/06 a cidade vai parar”. Era um teaser. Igual a esses que os publicitários preguiçosos gostam de fazer, do tipo: “O shopping preparou uma novidade para você”. Contudo,o teaser de maio tinha assim um tom mais de ameaça. mas ninguém se importou muito com ele. Até que às 8h da manhã, da última quinta-feira, Vitorinha realmente parou. Deu tela azul. Travou. Um grupo de manifestantes radicais fez uma barricada de pneus queimados, numa avenida que corta o Centro da Cidade.
A cena era dura ao poder, pois que a manifestação estava em frente à escadaria da sede do governo estadual. Como nômades, não se sabia quem eram aqueles “estudantes” que não deixavam nada passar. Só se sabia que protestavam a favor do passe livre e pela redução da tarifa de ônibus. Até às 13h, não se tinha acordo para dar fim ao protesto. E o trânsito, no lado Sul da ilha, continuava do mesmo jeito: imóvel. Daí, o governo decidiu agir: mobilizou o Batalhão de Missões Especiais da Polícia Militar, que, à base de bombas, tiros de bala de borracha e cacetetes dispersaram, em segundos, os manifestantes. O evento foi acompanhado ao vivo, pela TV Record, através de um de seus programas locais mais populares. Numa acepção estatalista, estaria agora tudo resolvido. Trânsito livre. A força do Estado serve para manter a ordem e a paz perpétua.
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A Batalha do Anchieta
Mas, ao contrário, a “Batalha do Anchieta” estava apenas começando. 30 minutos após a ação policial, surgia no Facebook e no Twitter uma convocação estudantil para às 15h, em frente à Universidade Federal do Espírito Santo. Objetivo: protestar contra o uso desmedido da violência pelo governo estadual. Agora entrava em cena não mais os “radicais”, mas aquele fenômeno típico da rede: “tamujuntomisturado”. O Batalhão foi novamente acionado. O tratamento foi ainda pior. As imagens dos policiais jogando bomba de efeito moral DENTRO da Universidade e de prisões arbitrárias geraram efeito inverso para o “governo de esquerda” do ES. Uma enxurrada de fotos, vídeos e testemunhos ao vivo do acontecimento se alastrava na internet. Mas, desta vez, a comunicação possuía um “corpo social”. Saía de cena o exibicionismo típico das redes sociais para a inflação de visibilidade da política que só a rede hoje é capaz de criar. Saía de cena o marketing pessoal dos profiles, com sua chatice de videozinho pra cá e devaneios psicologizantes pra lá, e entrava na casa da gente todo tipo de revolta compartilhada.
Mesmo reprimidos, os estudantes novamente se organizaram. E marcharam rumo a 3a Ponte (liga o município de Vitória a Velha, cobrando alto pedágio dos cidadãos para isso).Lá o confronto foi pior. E os registros que chegavam eram de assustar pela violência policial, enquanto os estudantes, pacificamente, se manifestavam. Em troca, o revide, na rede, foi a manutenção de um exército de ciberativistas que mantinha a tag #protestoemVitoria como o assunto mais tuitado no Brasil. Em poucas horas, a tag entrou para o clube seleto dos Trending Topic Wordwide. Chegava no mundo inteiro.
Na mesma noite, um novo protesto estava sendo convocado em rede para o dia 03. No final da tarde de sexta-feira, o estacionamento do Teatro da Ufes estava abarrotado de gente. Agora o movimento contava com o apoio de professores e funcionários da Ufes, e de diversos movimentos sociais da capital. Enquanto isso um excessivo contingente policial cercava toda a cidade, com sua cavalaria, viaturas, caminhões e muito munição de bala de borracha. Tudo registrado por anônimos, que, dos seus celulares, publicavam fotos e vídeos dos locais por onde os estudantes passariam, mandando alertas para os manifestantes. A passeata contabiliza cerca de 5 mil pessoas. Daí a relação de força virou. A policial foi retirada das ruas. E todo protesto ocorreu pacificamente na praça do pedágio da Terceira Ponte, onde foram liberadas as cancelas para o trânsito fluir livremente. Os rumos desse movimento político é, neste momento, indeterminado.
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O #protestoemVitória e a política do comum
O #protestoemVitoria possui uma composição social nova. É formado, de um lado, majoritariamente por uma juventude crítica da nova e da velha classe média, agora conectada em redes sociais; e, de outro, por uma classe de trabalhadores precarizados e submetidos à economia imaterial (essa em que atender bem o consumidor, gerar informação e colocar a alma no trabalho é fundamental). Desde há algum tempo, essa turma engrossa a tese de que o sistema político brasileiro está apodrecido. E que o desenvolvimento do país é limitado pela corrupção generalizada; pela transformação dos partidos em “caciquismo”; pela política clientelista de cargo e trocas de favores, amplamente internalizada na máquina de todos os partidos que administram o Estado; pelo marketing político que oblitera a franqueza, dando visualidade ao político desqualificado; ou mesmo pela impotente atuação dos setores mais reacionários da sociedade, com seus discursos e palavras de ordem do século XIX/XX (“livre mercado pra tudo” ou “estado stanilista para todos”). Enfim, há a cada dia que passa um acúmulo de indignação por esse distanciamento da representação da fonte da própria democracia, a multidão. E isso, diariamente, a gente percebe nas redes sociais, tornadas o veículo catártico dessa multidão.
Num mundo em que a circulação é a condição da própria produtividade social, cujo valor se mede na quantidade de trabalho imaterial inscrita nas mercadorias, não é difícil prever que o “direito de ir e vir” se torna um dos campos de maior ocupação pelas novas lutas sociais (queremos um aeroporto novo ou queremos passe livre, bradamos!). E é dentro desse desejo de circulação livre (ou pela cidade, ou tendo acesso à internet), que muitos movimentos brotam. E com uma particularidade que assusta a ortodoxia liberal ou a marxista: como pode um movimento ser feito sem partidos e sindicatos?
Em grande parte, essa possibilidade deriva da própria incompreensão que esses atores possuem sobre o próprio momento histórico. Hoje o “horário depois do expediente” explica mais o trabalho do que o relógio dentro da fábrica. Esse tempo da reprodução é que demonstra que não há diferença no trabalho de um mestre de obras para o executivo da construção civil. De ambos é exigido o tempo inteiro a conexão pelo telefone celular, de ambos é exigido o tempo inteiro formação continuada, de ambos é exigido o tempo inteiro capacidade de comunicação, criação, trabalho em grupo, empreendedorismo, networking, fidelização de cliente, atendimento e técnicas de negociação, enfim, toda sorte de competências que são adquiridas mais na cidade do que no escritório. E, na prática, a diferença salarial entre eles se calculará pela herança escravagista que cada qual possui mas, sobretudo, pelo grau de acesso à comunicação social e aos serviços públicos que ambos estão imersos. É por isso que no #protestoemvitoria tem menino do Colégio Darwin e menino do Colégio Estadual juntos. Tem juntos Sol na Garganta do Futuro e MC Roleta. Porque ambos querem banda larga, ambos querem passe livre. Não para vadiar, mas para produzir.
Nesse sentido, é a “assistência social” o próprio núcleo duro por onde passa a velha relação capital/trabalho hoje. Assistência social, como sinônimo de uma política que dê acesso aos bens comuns para autovalorizar o trabalho (e com isso este ganhar autonomia perante a qualquer empregador). É a política social a dimensão mais importante de qualquer desenvolvimento econômico. Lula, queiramos ou não, comprovou isso. É só checar as novas demandas sociais: universalização da banda larga; passe livre como vetor de desenvolvimento da juventude, políticas de geração de trabalho e renda; criação de redes de produção cultural independente; telefone e luz para todos; acesso generalizado à graduação e à pós-graduação públicos (hoje os valores das faculdades privadas são exorbitantes); liberalização das drogas como combate à violência urbana; fortes políticas de desenvolvimento que articule saber local, alta tecnologia e sustentabilidade ambiental; fim dos pedágios e das cobranças pela livre circulação na cidade etc.
Vejam: o trabalho hoje demanda uma nova política democrática, que ultrapasse à ideologia da “exclusão dos excluídos”, e que note que a “exclusão” é barreira sistêmica para o novo capitalismo funcionar. Quanto mais excluídos, menor é o valor. É por isso que a população toda tem celular, mas não tem dinheiro pra pagar. É o modelo de inclusão que é o objeto de conflito. Caiam na Real!!!! Quando a política hierarquiza trabalhador em “pré-pago” e “pós-pago”, a democracia se fragiliza. E o protesto brota. Porque não adianta ter Petrobrás no Espírito Santo, se a maior parte dos “empregos inteligentes” ficará fora do Estado, reproduzindo a hierarquia de desenvolvimento nada sustentável.
Portanto, o #protestoemvitoria é um sintoma de que o sistema político, no lugar de incorporar, se fecha às novas demandas sociais. E mesmo quando quer incorporá-las, vê-se limitado pela própria matriz partidária que possui: na ponta esquerda, com o seu “incluir os excluídos”; ou, na ponta direita, com seu “trabalhar para pagar”. A luta contra a pobreza será em vão se ela não abarcar essas novas demandas sociais, tornando mais sólidas e autônomas as políticas de inclusão.É preciso agora produzir uma política para os “incluídos excluídos” e para os “excluídos excluídos”. Tudojuntomisturado.
Ser de esquerda, por Gilles Delleuze.
4Ser de esquerda é isso. Eu acho que é criar o direito. Criar o direito. Acho que não existe governo de esquerda. Não se espantem com isso. O governo francês, que deveria ser de esquerda, não é um governo de esquerda. Não é que não existam diferenças nos governos. O que pode existir é um governo favorável a algumas exigências da esquerda. Mas não existe governo de esquerda, pois a esquerda não tem nada a ver com governo. Se me pedissem para definir o que é ser de esquerda ou definir a esquerda, eu o faria de duas formas. Primeiro, é uma questão de percepção. A questão de percepção é a seguinte: o que é não ser de esquerda? Não ser de esquerda é como um endereço postal. Parte-se primeiro de si próprio, depois vem a rua em que se está, depois a cidade, o país, os outros países e, assim, cada vez mais longe. Começa-se por si mesmo e, na medida em que se é privilegiado, em que se vive em um país rico, costuma-se pensar em como fazer para que esta situação perdure. Sabe-se que há perigos, que isso não vai durar e que é muita loucura. E ser de esquerda é o contrário. É perceber… É um fenômeno de percepção. Primeiro, percebe-se o horizonte. Estão à esquerda em seu endereço postal. Estão à esquerda. Primeiro, vê-se o horizonte e sabe-se que não pode durar, não é possível que milhares de pessoas morram de fome. Isso não pode mais durar. Não é possível esta injustiça absoluta. Não em nome da moral, mas em nome da própria percepção. Ser de esquerda é começar pela ponta. Começar pela ponta e considerar que estes problemas devem ser resolvidos.. A esquerda é o conjunto dos processos de devir minoritário. Eu afirmo: a maioria é ninguém e a minoria é todo mundo. Ser de esquerda é isso: saber que a minoria é todo mundo e que é aí que acontece o fenômeno do devir. É por isso que todos os pensadores tiveram dúvidas em relação à democracia, dúvidas sobre o que chamamos de eleições. Mas são coisas bem conhecidas. http://ow.ly/58KoU
Como fazer, com telefone celular, cobertura jornalística em tempo real
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A convite do Itaú Cultural, ministrei uma palestra sobre como realizar cobertura multimídia, em tempo real, de eventos culturais. E, provocado pelo Claudiney Ferreira (gerente do Rumos Jornalismo Cultural), publico aqui dicas de como fazer uma cobertura multimídia que explore bem a mobilidade e o livestreaming.
Com a popularização dos smartphones, os telefones celulares tornaram-se equipamentos poderosos para o trabalho jornalístico. Saiba como você pode realizar coberturas jornalísticas aproveitando ao máximo a tendência mais importante deste ano: a mobilidade e o streaming.
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Sem dúvida, uma das características da atual fase da internet é a ampliação de ferramentas que a conecta aos dispositivos móveis de comunicação, principalmente, o celular. A tal “fase da mobilidade” está só no começo. A possibilidade de registro da vida em tempo real tornou-se a própria marca da fase 2.0 da web, o que desencadeia críticas à alta visibilidade da imagem pessoal e, de certa forma, à saturação do consumo da intimidade alheia.
Essa publicização dos fatos cotidianos ocorre porque, de um lado, as pessoas interessam-se em se transformar em perfis de redes sociais, criando para si uma demanda por produção de informação pessoal contínua; e, de outro lado, há uma facilidade de transmissão de dados da máquina do usuário para os sites que hospedam conteúdos na internet. Na prática, através de telefones celulares ou de computadores conectados à internet móvel ou fixa, é possível publicar, em tempo real, mensagens de textos, vídeos ao vivo, fotografias instantâneas, enfim, toda uma gama de conteúdos que são hospedamos diretamente nos respectivos perfis de redes e mídias sociais, que, potencializam o espalhamento desse conteúdo por abrigar e interconectar material multimídia de produções amadora e profissional (youtube, flickr, qik, etc), bem como publicá-lo diretamente nos perfis de sua respectiva rede de amigos.
Não é à toa que esse modo de difusão é chamada de livestreaming, uma corrente contínua de dados/informação que consumimos e transmitimos nos nossos perfis de redes e mídias sociais sem qualquer tipo de interrupção. No modelo da web 1.0, a narrativa online era produzida sob o modelo da página principal (homepage), cujos conteúdos eram editados e de propriedade do autor do site. No modelo 2.0, o usuário não tem “home”. Tem “timeline”. um novo tipo de interface que mostra as últimas atualizações publicadas pela sua rede de amigos, fazendo com que as mensagens individuais sejam apenas uma pequena parte do fluxo d´água que faz movimentar o curso do rio (mídias sociais).
A cada instante, a timeline se atualiza, num processo contínuo de renovação, permitindo ao usuário vivenciar a experiência singular de descarregar e reproduzir uma notícia imediata, com um tempo de espera mínimo. Na concepção radical do design da timeline há a extrema dependência pela produção colaborativa. Se você não tem amigos, não será lido. Se não é amigo de muitos, não tem acesso àquilo que todo mundo comenta. Portanto, as redes sociais operam dentro de uma esfera pública midiática curiosa,pois que o público não é “formado pelo veículo”. Ele é anterior ao veículo. O dna das redes sociais é o autor, na forma de perfil, mas um autor que só existe, se antes, se interconectar com outros autores. Então, nas redes sociais, a priori, não há público, senão uma comunidade de autores.
Unindo comunidades de autores, dispositivos móveis de comunicação, internet 3G, tecnologias de transmissão via streaming e redes/mídias sociais, podemos montar um novo ecossistema para fazer circular notícias e conteúdos multimídia. Minha experiência com transmissão livestreaming de eventos, sobretudo os culturais, permite enumerar alguns passos fundamentais para que você possa aproveitar toda essa nova cena midiática. E atue firme na produção de um jornalismo que se beneficie de valores como mobilidade, instantaneidade, atuação em rede, participação e compartilhamento.
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1. Nunca deixar para fazer testes no dia do evento.
Não inventa de instalar aplicativos novos no seu celular no dia que você vai fazer uma cobertura. Não faça testes com câmeras ou qualquer outra nova tecnologia no dia do evento. Não invente uma nova seção no site. Faça todo tipo de testes antes da data do trabalho.
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2. Crie vários canais na internet, depois integre todos eles a um blog (com domínio próprio).
Tenha um canal no Youtube (vídeo), no Flickr (foto), no Qik (vídeo ao vivo), no Tumblr, no Livestream, no Twitter etc. Mas é só lembrar: todos esses canais devem ter o mesmo nome. E não esqueça: agregue todos eles em um só blog/site, que terá função de reunir todo conteúdo produzido e, assim, dar unidade editorial à sua cobertura. Se puder ($), evite usar sites de armazenagem de blog como Blogspot e WordPress.com. Isso porque ambos limitam a incorporação de recursos de interatividade ao seu site. Mas, se não tens grana para desenvolver o seu próprio site, opte por criar um blog no WordPress.com. Aí embaixo um vídeo explica como fazer isso:
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O que fazer então, caso queira ter endereço próprio na internet?
Primeiro você precisa criar o nome para o seu site. Faz de conta que você queira o seguinte endereço: coberturamobile.com.br. Com isso definido, o passo seguinte é comprar um endereço (domínio) e hospedá-lo em um hosting (uma Locaweb da vida). Em média, você vai gastar uns R$50 reais pelo domínio (o pagamento é anual) e R$80 pela hospedagem (o pagamento é trimestral). Dica: Quando você registra e hospeda o domínio numa mesma empresa online (como a Locaweb), você acaba ganhando o domínio de graça. Outra dica: na hora de criar o endereço do seu site, opte, se possível, pela extensão .com.br, pois ela está mais fixada no imaginário dos usuários. Seguem aí embaixo um vídeo tutorial que explica como hospedar e registrar um endereço na web. É bem simples.
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2.1 Utilize o WordPress como seu gerenciador de conteúdo (CMS).
Com domínio hospedado, você precisará de um programa que cria um layout do site e possibilite publicar na internet. Para isso, o melhor é o WordPress. É a melhor opção, para mim, de CMS no mercado (alguém aqui terá opinião contrária, com certeza). Para facilitar a vida: escolha um hosting que disponibilize o WordPress instalado. Por exemplo, no meu painel de administração, na Locaweb, já há a opção para se fazer a instalação automática do WordPress (saiba mais aqui). Com o WP instalado, é só se dedicar ao mundo dos temas (layouts) e plugins (ferramentas) que o WordPress oferece. Um site rodando em WordPress lhe dará muito mais possibilidades de fazer o seu conteúdo se destacar na web. Mas, importante: se não tens grana, nem um amigo que saca de WordPress, crie um blog e o integre aos seus canais nas mídias sociais!
Para saber como publicar no WordPress, um tutorial bem legal:
WordPress, do básico ao nem tão básico assim… from Rafael Cirolini on Vimeo.
3. Você pode fazer a apuração sozinho, mas jamais deixe de ter um editor remoto ao seu lado.
Gosto sempre dizer que, numa cobertura mobile, as coisas acontecem, ou seja, os fatos chegam sempre até você. Contudo, isso sempre faz cair por terra um lado do seu planejamento. Ás vezes é “aquela hora” de um entrevista, só que uma pessoa com história bem legal aparece do nada e você quer mais que a entrevista agenda seja cancelada. O extraordinário rola numa cobertura de um vento e é legal que ele tire um pouco daquele planejamento rigoroso do trabalho. Contudo, as “coisas só acontecem” para quem prevê, no planejamento, a edição remota.
Não adianta ficar fazendo vídeos, fotos, textos etc etc, se tudo vai para diferentes canais na internet sem uma organização mínima (coisa mais chata é um vídeo ou uma foto não ter títulos, não estarem tagueados, não estarem, num blog, com um resumo ou uma nota etc). Assim, tenha um editor remoto. Enquanto você está in locus produzindo o seu conteúdo em tempo real, o editor estará, em casa ou no trabalho, organizando o material nos canais online. No Youtube, ele titula e tagueia os vídeos. No Qik, idem. No Flickr, faz resumo e título de fotos. No Storify, organiza, em ordem cronológica, o que você e outras pessoas estão a produzir de conteúdo sobre o evento. O editor cuida do blog e das redes sociais. Se tens mais recursos, tenha dois editores: um para cada uma dessas funções.
4. Tenha um celular com conexão 3G, mas atenção para alguns detalhes.
Hoje investir num smartphone é fundamental para quem quer atuar com cobertura jornalística móvel. Mas não é qualquer um smartphone. É preciso ter um com perfil mais multimídia e que ative, com muita facilidade, as suas redes sociais, compartilhando conteúdos que você produza com agilidade. Há vários modelos no mercado. Mas é preciso estar atento a alguns aspectos:
(1) O celular precisa ter conexão à internet 3G, se puder, adquira um pacote ilimitado. Ou: compre um chip exclusivo de acesso à rede destes que utilizamos com o modem espetado nos nossos laptops. Por quê? Se vc faz transmissão com o pacote de dados com o chip do seu número de telefone, perceberá um grande inconveniente: se alguém ligar para ti no momento que está a fazer um vídeo ao vivo, sua transmissão será interrompida. Porque a chamada terá prioridade, afinal, você tem um telefone, e não um câmera.
Se você troca o chip do seu telefone, por um de conexão 3G, ninguém vai ligar para ti, mas, pelo menos, não vai ter problema de interrupção daquela sua “grande” entrevista. Resumo: tenha dois telefones celulares. Um para telefonar, outro para produzir conteúdo.
(2) não adianta ter um celular com câmeras muito potentes, porque elas tornam os arquivos mais pesados. E arquivo pesado significa lentidão na transmissão para a internet, principalmente, levando em consideração que os serviços 3G das operadoras telefônicas, por enquanto, não são nada eficientes). Dica: um smartphone com câmera de 5 megapixels já seve para ti aqui no país.
(3) O celular precisa possibilitar acesso à internet via wi-fi. Então, não esqueça deste detalhe na hora da compra do seu equipamento. Afinal, em muitos lugares, o sinal de internet propicia uma velocidade maior que o seu chip 3G. Aliás, se puder, leve contigo sempre um roteador de internet sem fio, porque se há acesso à internet banda larga, você pode plugar seu roteador e propiciar que mais pessoas façam a mesma coisa que você. Quanto mais conteúdo na rede, mais possibilidades de compartilhamento e mais abrangente fica sua cobertura. Afinal, a atenção para um fato está diretamente relacionado à quantidade de pessoas que produz material jornalístico sobre ele. Não tenha medo da competição. Na internet, quanto mais gente falando de um assunto, mais tráfego gera para os seus.
(4) Hoje há dois sites que gosto de usar para fazer transmissão de vídeos, em tempo real, para a internet: Qik e Bambuser. Ambos oferecem a lista de modelos de telefone celular que é compatível com suas plataformas. O link dessa lista está aqui e aqui. Não adianta comprar um celular bacana se ele não possibilita fazer vídeos ao vivo na internet.
(5) Para quem não conhece, há um blog fantástico com resenhas sobre modelos de smartphones. É o Garota sem Fio. Com certeza, ele vai reduzir suas incertezas e ajudar na sua decisão de compra.
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5. Qik, Ustream ou Bambuser, ferramentas que auxiliam no streaming de vídeos via celular. Como instalar e usar?
Qik, Ustream ou Bambuser são ferramentas que permitem que você transmita vídeos e tenha um canal de comunicação na internet. Todos se integram ao Twitter e Facebook (ou seja, você pode se logar em um dessas contas e replicar os vídeos automaticamente . É baixar o aplicativo para o seu celular e apertar o botão gravar (broadcast). De acordo com o modelo do seu celular, haverá mais ou menos serviços. No iphone, você grava em preto e branco. No Galaxy S (roda Android), você faz chat com vídeo com muita facilidade e pode gravar um vídeo e transmiti-lo depois para o Qik. No Nokia n85 (roda Symbian), nada disso, mas em compensação a qualidade de som/imagem é muito melhor que a dos primeiros. Todos os três permitem que, após a transmissão ao vivo,
Defina o sistema que roda no seu celular: Symbian, Iphone ou Android. Depois, o passo seguinte é instalar um dos (ou os) três aplicativos. Para instalar o Qik no seu telefone, é só clicar aqui. Para o Bambuser e o Ustream, o processo é idêntico.
Algumas dicas fundamentais para aquele momento que você está frente a frente com os fatos que você irá registrar com seu celular:
(1) Para as entrevistas em locais ruidosos (eu já fiz num sambódromo, então imagina a barulhada): Aproxime o celular da sua boca para você não precisar de gritar na hora de fazer a pergunta. E, quando o entrevistador começar a responder, aproxime o celular numa distância de 50cm, no máximo. Abuse de closes e bigcloses em entrevistas nestes ambientes. Já em ambientes mais silenciosos, você pode aumentar o plano da imagem, mas a regra da hora de sua pergunta é a mesma ara ambientes ruidosos.
(2) Titule, sempre que possível, o vídeo. Ou antes ou depois de apertar o Rec, mas titule. Quando as coisas acontecem de modo rápido, peça a alguém, remotamente, que faça isso para você. Ou mandando torpedo com o título ou ligandodiretamente para um “editor remoto”, que terá a missão também de taguear o conteúdo (isso ajuda a busca para o usuário e para os motores como o Google).
(3) Na hora da gravação, teste perspectivas diferentes. Apontar o celular numa mesma altura é o básico, mas com o tempo, se aventure em ângulos alternativos, filme metade do rosto do entrevistado, desloque o celular para cima ou para baixo, enfim, seja um pouco mais criativo. A imagem no vídeo é constituída de diferentes planos (que muda em função da distância da câmera em relação ao objeto a ser filmado). Para quem não sabe nada sobre os tipos de planos e ângulos de imagem, tem um vídeo aqui sobre o cada plano e ângulo significa.
(4) Não dê zoom na hora de capturar a imagem. Infelizmente,as câmeras de celular não funcionam muito bem com o zoom. É melhor aproximar a câmera do objeto, fazendo closes ou bigcloses.
(5) A maior das dicas: tenha baterias de sobra. Três, no mínimo. Uma bateria dura pouco. E, em muitos casos, você não terá como recarregá-las. Uma bateria dura aí em torno de 25 minutos de gravação. Isso porque gasta-se muita bateria no celular para capturar as imagens, mas, sobretudo, para enviar/salvar o vídeo para o seu canal de comunicação na internet.
(6) Não há problemas de duas linhas de telefone utilizarem o mesmo perfil. Aliás, é corriqueiro ter mais de um celular cobrindo determinado evento. Quanto mais, melhor.
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3. Não existe profissional multimídia. Dedique-se a uma linguagem online.
Não inventa de ser “multimídia”. Especialize-se em uma linguagem. Se gostas do vídeo online usando o celular, faça só isso lá com seu aplicativo Qik. E tenha com você alguém para fotografar mais (uma dica legal, é fotografar usando aplicativos como Instagram – se usas iphone; ou Vignette – se usas Android). Chame alguém para fazer a twittagem do celular. E um Outro para filmar com handycam digital (que tal fazer os filmes e depois enviá-los para o Youtube? Não precisa fazer coisas ao vivo o tempo inteiro). A mobilidade não acontece somente por causa do celular. Há equipamentos digitais leves e de ótima qualidade.
6. Se puder, agregue à cobertura móvel o streaming feito a partir de câmera de vídeo profissional ou amadora: um tutorial
Você pode agregar a uma cobertura móvel, as ferramentas de streaming de vídeo com câmeras digitais. Faz de conta que irás fazer a cobertura de um show, por exemplo. Seu lance será twittar o show e transmitir ao vivo, em vídeo, para a internet. O sucesso do trabalho dependerá, é claro, da taxa de upload de sua conexão com a internet. Além disso, também dependerá do equipamento que terá em mãos. Se quiser pode baixar aqui um Tutorial, feito pelo Igor Chagas, do Labic (laboratório que coordeno na Ufes), que ensina como fazer transmissão usando o Livestream. Ou através de um programinha instalado no computador, chamado VidBlaster, que possibilita trabalhar com múltiplas câmeras. É um programa proprietário com custo de licença de U$ 700.
O legal de utilizar streaming com câmeras profissionais (ou digitais amadoras) é que você pode agregar outras possibilidades jornalísticas a uma cobertura móvel, como por exemplo a criação de um estúdio para gravação de entrevista. Junte a isso o fato de, uma vez gravado, o ao vivo permanece na internet, para que um usuário possa (re)assistir o vídeo.
PS: vamos começar a estudar o Landell, que é software livre, para utilizar em transmissões.
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7. Há o tempo do acontecimento e o tempo da repercussão dele
Não banque o consumista. Com um celular na mão, você é capaz de produzir muito conteúdo. Combine com seu editor para não publicar todos eles no seu blog ao mesmo tempo. Se, por exemplo, estás a fazer a cobertura de um evento que durará dois dias, podes deixar alguns conteúdos para ser publicados naquele período de tempo que não acontece nada. Isso é uma dica importante para manter seu público sempre abastecido de conteúdo exclusivo. Se o evento acontece de 9h às 18h, utilize o período de 18h01 às 8h59 para repercutir seus próprios conteúdos. Isso significa que o tempo real não é somente o tempo do acontecimento em si, mas a capacidade de duração dele para além do seu tempo. As pessoas toleram receber, via redes e mídias sociais, mais conteúdos até, no máximo, uns três dias após o evento. Mas em doses homeopáticas.
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8. Feche a cobertura com uma bela retrospectiva multimídia
Faça um último post com o melhor daquele evento. Embede vídeos, galerias de fotos, áudios, tweets, comentários, enfim, toda a gama de conteúdo que tens para fazer uma retrospectiva do que melhor ocorreu no evento que você fez a cobertura multimídia. Depois disso, feche o barraco, diga “até a próxima, pessoal”, e mantenha o site no ar. Uma dica legal é usar o Storify para isso.
Gutemberg e o problema do “qualquer um”
0Como se pode ver, a questão não é nova:
“Não há limite para essa febre de escrever; qualquer um pode ser autor, alguns por vaidade, para ganhar fama e criar um nome; outros apenas pelo mero ganho material” (Martinho Lutero, em 1569).
In: SHIRKY, Clay. “A Cultura da Participação”. Rio de Janeiro: Zahar, 2010 (Tradução horrorosa para o título do livro Surplus Cognitive )
Metade da relevância no Twitter é produzido por 0.05% dos usuários. E daí?
0Segundo estudo publicado no Yahoo Research (li isso numa notícia do IDG Now),metade da relevância no Twitter é produzida por míseros 20 mil usuários (0,05%). Como todo número tem um “espírito”, fiquei pensando o que isso significa. Tá na cara: a ideia é disseminar que “apenas poucos produzem coisas relevantes”. No final das contas, a metodologia de pesquisa 1.0 continua viva no mundo das redes. Ou seja, ainda se busca “investigar” raízes (apesar delas existirem) no rizoma para, depois, apontar o dedo e dizer: “tá vendo, mesmo nas redes, as pessoas ainda têm seus líderes”. E, assim, ninguém investiga o óbvio: os entornos de comunicação que afetam diretamente a maneira como eu, tu e eles consumimos os conteúdos da rede. No lugar de buscar “os reis da praia virtual” seria lógico procurar o “corpo que faz o rei reinar”. Afinal, Blog sozinho não faz verão. Um Perfil no Twitter, menos ainda. Mas nada. Muitos estudos ainda usam da estatística para criar falsa maiorias (sujeitos, temas, etc).
Três coisas óbvias nesses números, lendo a estatística na perspectiva dos 99,5%:* o Twitter não serve apenas para circular conteúdo relevante (e com ele todo um poder pastoral).
- o Twitter não serve apenas para abrigar “pessoas relevantes” e celebridades.
- o Twitter não é uma catedral. É um bazar. Para usar a metáfora dos ideólogos do software livre.
- o Twitter é uma potência porque exatamente não cria um povo e um líder. É multiplicidade em estado puro. E dentro desta há os boçais, e o boçal também se singulariza, vou fazer o quê!
- E o mais óbvio do óbvio: a maioria no Twitter não é célebre, nem líder de opinião midiático. E aqui que mora todos os “novos problemas e os novos agenciamentos”. Nenhuma cartografia científica será capaz de chegar a esses agenciamentos utilizando métodos tradicionais da estatística (sempre orientada à maioria). O problemão de pesquisa está no fato que a relevância de uma rede só brota de maneira minoritária. Essa é a desgraça para a pesquisa científica tradicional. Isso porque a minoria não se generaliza como dado, é sempre local, casual e singular. Mas isso não significa, em absoluta, que ela tenda à fragmentação. Ao contrário, ela é exatamente o motor da criação da cooperação em torno dos commons virtuais. Afinal, não há democracia no Egito sem a ação das minorias enredadas.
Mas a ideologia da maioria contida na estatística das redes, longe disso, só quer encontrar padrões, repetições e bordões!! O chato é que esses padrões ditam tendências, ditam modismos, sem parar, para tudo ficar no mesmo lugar: manda quem tem seguidor, obedece quem não tem amigo.
E, assim, o conformismo metodológico reina entre nós.
Site armazena vídeos dos Beatles que circulam na internet. O legal dele é que se dedica a publicar as diferentes apropriações, na rede, do som da banda inglesa.