4 razões para pensar que Blog é gênero jornalístico

1. O blog produz uma nova narrativa jornalística. Ele está mais próximo do "jornalismo de nota" e do de coluna do que do jornalismo investigativo (pauta-rua-redação). Seu foco é opinar e fornecer referências (links) sobre um determinado tema. Contudo, há um conjunto enorme de blogs que são testemunhas oculares da história, como os de jornalistas que cobrem guerras. Logo, tem muita produção blogueira que obedece o esquema pauta-rua-redação.

2. "News" é algo freqüente em blogs. Só que elas não têm lead, sublead e fechamento. Aliás, o modelo do lead é, no mínimo, descartado (para não falar eliminado). E talvez por isto muitos não vêem o blogueiro como um jornalista. O padrão do blog é a tradição do microconteúdo, que não significa texto pequeno, já que, se ele tiver muitos links, fica grandioso.

3. Os blogueiros jornalistas não fazem ctrl C + crtl V. Muitos jornalistas – que não querem blogar – acusam os blogs de ter muitas cópias. Contudo, se analisarmos as editorias de internacional ou esporte, vamos verificar que é tudo colagem de matérias que são produzidas pelo próprio veículo.

4. O jornalista produz credibilidade sem a necessidade da marca da empresa. O blog é do Noblat e não do Estadão. Estamos presenciando uma autonomia jornalística.

Só não vê quem não quer

Mais uma das notícias óbvias: cai a circulação de jornal nos EUA por culpa da Internet. Deu na Folha:

A circulação de jornais nos Estados Unidos teve queda de 2,6% em março, se comparada ao mesmo mês do ano passado, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira pela Newspaper Association of America. O principal motivo para esta redução, afirma a associação, é a "migração" de leitores para a internet.

Derrota do McDonald´s

Li no blog da Cynthia Semíramis uma notícia ótima: a derrota sofrida pelo McDonalds no Tribunal Regional do Trabalho – SP. OS caras obrigavam os funcionários a almoçarem aquela big porcaria (principalmente aquele pickles, apesar do sorvetinho ser maneiro!). Os trabalhadores entraram na justiça querendo vale refeição. E aí saiu o veredicto:

EMENTA: EMPRESA DE FAST FOOD. LANCHE NÃO EQUIVALE A REFEIÇÃO. NORMA COLETIVA DESCUMPRIDA. TICKET-REFEIÇÃO DEVIDO. O fornecimento de lanche pela conhecida empresa do ramo de fast food a seus empregados não se confunde com a refeição preconizada na norma coletiva, mormente em vista do elevado teor calórico e questionável valor nutritivo dos produtos por ela comercializados, a par da notória impropriedade do seu consumo diário. Desatendidos os fins da norma coletiva da categoria, por maioria, dá-se provimento parcial ao apelo do autor para deferir-lhe os importes relativos aos ticket-refeição, observados os importes previstos nos instrumentos normativos.

e-marketing político

A tendência do uso do marketing político online é focar no público jovem. Claro, o usuário que passa mais tempo na web está na faixa etária entre 16 a 30 anos. Fico imaginando o partido que comprar a home do orkut e inserir lá um pop-up ou um banner. Imagina o potencial de exibição?

Li sobre isto no site do Heinghold, que indicou uma matéria de um jornal na Coréia, em que mostra o marteking político online dos candidatos por lá. 

O menino é negro ou não é?

A resposta vai ser difícil, mas essa sandice de declarar quem é ou não negro vai ser função dos burocratas da Ufes. A aprovação do sistema de cotas na Ufes para negros vai se pautar na identificação dos fenótipo negros (nem sei o que é isto!).

Aí, vai começar a eugenia: se o cara não tem "cabelo de pico", não é negro. Se faz escova, está fora. Se não for negro angolano, também. Uhm!!! mas esse não tem o pingolim grande, então, tchau!

Racismo puro! Decisão covarde dos meus colegas!

Aliás, lanço a campanha para a Câmara de Graduação da Ufes, já que vai rolar "um estudo minucioso do fenótipo negro", então, peçam para os burocratas checarem os documentos dos "possíveis negros". Se for grande, está dentro.

É a Ufes v irando capitão do mato!

Gente, só auto-declaração serve. O resto, é preconceito.

De volta a Vix

Estava no RJ. Doutorado, livro que estou produzindo (com Beppo Cocco) e encontro com amigos. Mas a boa veio de um taxista carioca:

— Você sabia que o governo vai substituir o bolsa família pela bolsa-repolho?

— O que, moço?

— É para o Brasil conseguir auto-suficiência no gás.

É mole….