Além da participação dos leitores comentando e produzindo notícias, estamos verificando novos recursos de jornalismo cidadão (civic journalism) utilizados pelos mídias tradicionais.

Por exemplo, o uso dos conteúdos dos blogs no noticiário, quando o jornalista se torna blogueiro. É uma versão atualizada da coluna, mas com a existência de comentários dos leitores.

Outra coisa é as empresas jornalísticas que financiam a criação de blogs para um outro fim: cobrir um acontecimento especial. Rola a morte do papa. O jornalista vai para o Vaticano, cria um blog lá e assim manda notícias diárias, publicando-as online. Isto é cópia de experiências de leitores que – de dentro dos acontecimentos – relatam coisas que nenhum jornalista narra. 

Sobre o tema, um bom artigoLa influencia del periodismo ciudadano en los medios tradicionales.

Mais discussão sobre Blogs e jornalismo

Ferve – em tudo que é canto – a discussão sobre o jornalismo cívico (a história de leitor ser jornalista etcetera). No blog Voto en blanco, há um post com uma discussão ferranha sobre o assunto. Segue um comentário:

Los blogs NO son periodismo. Son mucho más que periodismo. Efectivamente, coincido con el comentario firmado por Un habitual. Los blogs son conversación, foros personales que proceden de la cultura (yo lo dejaría simplemente en comunicación). De ahí que existan tantos blogs autorreferenciales: por una necesidad de comunicación de sus autores.

Os especiais da Copa

Dando uma analisada nos sites especiais sobre a Copa 2006, percebi que boa parte dos sites e portais jornalísticos criou "hot sites" muito bacanas. O forte de todos é o estilo últimas notícias, que são publicadas – quase sempre – com áudio e vídeo.

O Globo, por exemplo, privilegia o usuário carioca, tentando sempre associar a Copa com as transformações na cidade (concurso de rua, lugares para assistir a Copa etc), contudo, tem também muita informação: história da copa, blog e até musas da copa.

Já o UOL tem layout ótimo. E organizado pracas. Tem tudo que o Globo tem, adicionando um guia da Alemanha, um especial sobre o quadrado mágico e informações atualizadíssimas sobre todas as seleções da copa. Mas o que o que mais gostei foi o grupo de discussão sobre a copa. A UOL sacou que conteúdo precisa gerar comunidade virtual. 

O Terra  – de diferente – fez o melhor especial sobre a história da Copa. Ah! Fez um mapinha com as cidades que são sedes para que o leitor as conheça melhor.

Crítica a Wikipedia

As primeiras críticas a forma aberta do Wikipedia começam a aparecer. E com alguma consistência. EstaWikipedia: entre a boa fé e o caos – foi publicada no blog Kriptopolis,  é prudente e certeira ao atacar o "ponto de vista neutro" e a tirania da maioria. Mas guarda certa nostalgia pela centralidade dos cientistas como os únicos a explicarem o mundo.

Google Trends

Essa ferramenta do Google é ótima. Trata-se do Google Trends, que mostra tendência e usos que as pessoas fazem do mais famoso motor de busca da Web. Fiz uma pesquisa com a palavra "espírito santo". Nos últimos dois anos a busca pelo termo manteve-se estável. Agora o engraçado é ver de onde vem o interesse: Vitória, Vila Velha (tudo bem). Mas depois: Barbacena. Ri muito!!!

O legal é que você pode cruzar um dado como o outro. Por exemplo: o que as pessoas buscam mais sexo ou amor? A tecnologia lhe mostra um gráfico sobre isto… Muito legal. Vi exatamente o resultado da pesquisa no blog, para lá de divertido, Hmmm!

É a onda do marketing viral!!! 

Tens identidade?

A partir do post da Lygia Belotti, blogueira do Cultura Capixaba, queria comentar essa dificuldade de nós, capixabas, não assumirmos a nossa identidade cultural – como pensam muitos.

Eu acredito que é uma verdadeira bobagem ficar procurando essa identidade. Tem gente que remonta passados, ficam olhando para espelho retrovisor para ver se acha alguma coisa no folclore, etecetera… Nós somos da roça, da perifa, e por isto negamos essa identidade, considerada menor para a cultura hegemônica. E acho que viver na metrópole não faz mal a ninguém. Tornam as pessoas mais abertas e comunicativas.

Eu adoro o RJ. Para mim é tudo. Amo Sampa e Porto Alegre. E depois de um período grande no RJ, percebi que morando no ES, vivo melhor. Tenho mais qualidade de vida, mas a circulação cultural por aqui é quase nula. Isto não é uma crítica, só é realidade. Somos uma sociedade muito fraca, basta ver a pauta do jornalismo televisivo, já vi até uma matéria sobre o aumento do pãozinho francês em Castelo. Tenha dor.

Já reparou que cidade com qualidade de vida geralmente não tem oferta de serviços culturais de qualidade?