Difícil vida dos solterões

Já é tenso viver sozinho (o que significa ir ao supermercado e comprar um cenoura pra não estragar alimentos na geladeira), agora, vai se tornar pior. Isto porque nos EUA os especialistas e-commerce já decretaram o fim do online dating – sites de encontros amorosos ou de agências que conseguem o príncipe encantado pós 40.

Na real, acho que o q aconteceu foi: não tem mais coroa pra coroa. Os q tinham já se arranjaram ou… morreram (rarara!)

Sites de encontro frustram e já registram crescimento menor

Quem controla a Net?

Nas últimas aulas, estamos estudando a emergência e a natureza da web como ambiente comunicacional. Vimos que a genealogia da internet reside na ausência de comando, de controle (era uma forma dos militares mater em sigilo suas informações). Essa ausência de centralização stimulou uma geração a produzir a Web de forma anárquica, anônima e customizada.

Acontece que a estrutura física, o controle da infra-estrutura da rede, sempre esteve nas mãos do EUA, que são o xerife da rede. Agora os países europeus, latino-americanos e africanos estão se posicionando contra essa governabilidade norte-americana. A solução seria a criação de um Consleho Global da Internet, que cuidaria de refletir e atuar em áreas como o spam, o crime em rede etc.

Vale à pena a ler o noticiário sobre o tema:

Especialistas criticam controle dos EUA na gestão de internet
Europa insiste na democratização do controle da internet
EUA causam mal-estar ao dizer que mantêm controle sobre web

Jornalismo vai morrer?

Ótima leitura para fazer: Dominique Wolton, em entrevista para o Clarin, reforça a idéia de que a figura do jornalismo – mesmo com a pluralidade de mídias digitais customizadas, não vai morrer. Ao contrário tende a ser cada vez mais valorizada. Em uma sociedade cada vez mais globalizada, em que as informações são excessivas, o papel da mediação é fundamental.

O jornalismo vai ser o mediador ou eliminador dos excessos. Será?

Só curtir a entrevista.

O email como Gênero Digital

A próxima aula (quarta, 19) é dedicada ao email. Essa tecnologia que sobrevive a todas as inovações. Não vejo ninguém falar em o fim do email, pelo menos. Li no IDG que já há tecnologia sendo criada para acabar com o DVD (não vou colocar o link disto pq acho inútil).

Pois é… mas retornando o lead: não esqueçam da leitura do texto Email: um novo gênero textual, de Vera Paiva.

Quem não lê, vou mandar spam e correntinha.

Ciao

Celular no indicador

O dedo indicador, o popularmente chamado de fura bolo, serve como sabemos para muitas coisas… mas agora vai ganhar uma nova serventia: cabide de celular. É isto aí, em vez da mulherada guardar o aparelhinho na bolsa, vai usar como se fosse um anel. O celular foi apresentado em uma feira internacional sobre a questão digital.

Seguno site da UOl Tecnologia, “O usuário encaixa o aparelho no indicar, como um anel gigante, e leva-o ao ouvido. Segundo a empresa japonesa, é ideal para ouvir em locais muito barulhentos. O celular também recebe ordens (como ligar e desligar), pelos estalos dos dedos”.

A Internet é resultado da contra-cultura

semana de cansaço e acabei não postando nada pós a aula de quarta… bom:

A última aula foi destacada a história da Internet, como uma construção de um triplo movimento.

– o militar: quem inaugura a rede, com propósito de criar um sistema de comunicação inviolável, sem comando e sem controle. A idéia era básica: seis servidores instalados em seis universidades (leste x oeste, norte x sul) trocando pacotes de informações. Nenhum deles possui tudo e nenhum deles possuía nada.

– o da contracultura: que cria a cultura do faça vc mesmo e da circulação livre da informação. nada de mediação. Quem cobra pédágio é retirado ou boicotado na rede. Invesnto importantes como a criação do modem é resultado de uma troca compartilhada, de um trabalho cooperativo entre jovens que buscavam desenvolver a própria rede.

– do e-commerce. A partir de 94, com a privatização da web, parte da estrutura da rede é privatizada. Com isto: o acesso à rede é mais difundido. Mas, tem de ser pago. Foi bom, pq antes o acesso era coisa de un iversitário e hackers. Depois, passou a ser algo ligado ao público em geral. O problema é q se tornou caro.

Quem lê em inglês, excelente texto sobre o nascimento da internet. Muito bom

Desconexão e Jornalismo

Aqui com dor nas costas, comecei a refletir uma questão. O hipertexto tem uma funcionalidade baseada na desconexão. Ou seja, os links (seja lá qual mídia for) não necessariamente tem associação direta com o texto referência. Um texto sobre câncer de mama pode ter um link sobre o INCA. O usuário pode então descobrir o trabalho de intervenção oncológica do INCA. Essa é uma perda de referência (e ao mesmo tempo uma resistência) do texto original.

Imagino q se essa perda de referência acaba produzindo no jornalismo uma desfiliação ao fato narrado, convidando o usuário mais a um zapping do que à informação nua e crua. É uma aproximação mais ao tema do noticiário do que o objeto do noticiário. É a morte completa do lide. Mas sinceramente isto ainda está muito longe do real. Isto porque a linguagem narrada (seja blog ou portal comercial) força o hipertexto a se tornar uma retranca e não uma possibilidade de fuga.

A forma de construção da verdade do fato ainda continua intacta, apesar de alguns abalos.

os princípios do hipertexto

Alguns links importantes para compreender a noção de princípios de hipertexto, de Pierre Levy:

— Sobre o princípio da metamorfose, que afirma ser o hipertexto algo que vivencia constantes transformações.

— Sobre o princípio da heterogeneidade. O centro da conceituação deste está na afirmação de que na memória há textos, imagens, sensações, cores etc. Nas novas mídias, o hipertexto contém multimídias. Não é só texto, mas aúdio, video, imagem, softwares, etc.

— Sobre o princípio da multiplicidade. Um nó da rede pode conter toda diversidade da rede.

— Sobre o princípio da exterioridade: todo hipertexto está aberto à linkagem de outrem. Nesse sentido faz parte de uma cultura aberta.

— Sobre o princípio da topologia. Dentro de uma página há sempre uma topologia do hipertexto. Há uma hierarquização das conexões. Ao mesmo tempo, tudo na rede funciona na base da proximidade.

— Sobre o princípio da mobilidade do centro. A rede não possui centro. Só proximidades.