Blogueiro aponta dez tendências para 2006

Muito bom o post publicado no Ecuarderno, editado por José Luis Orihuela. Trata-se de uma aposta nas dez tendências do mundo digital para 2006 (está em espanhol):

. Google
Seguirá el proceso de googleización de la Red en una línea más temible que la anticipada por EPIC 2014. Google lanzará un navegador, incluso un sistema operativo, y tendrá cada vez mayor presencia fuera de la Red.

2. WiFi
WiFi será una de las palabras clave de 2006. El acceso universal sin cables a la Red comenzará a ser visto más como un derecho que como un servicio, y las empresas, instituciones, ciudades y regiones que quieran ser competitivas y atraer a la gente innovadora usarán el WiFi gratuito como reclamo.

3. iPod
Asistiemos a la iPodización de toda la industria cultural y mediática. Lo que comenzó siendo un modelo personalizado de consumo portátil de audio digital se extiende a los contenidos audiovisuales, a las fuentes RSS, a la industria editorial y a las noticias. Las prestaciones iPod definirán a los nuevos móviles.

4. Redes Sociales
Las redes sociales portátiles, junto a las prestaciones iPod, el acceso WiFi y la telefonía IP marcarán la senda de fusión entre móviles, PDAs, iPods y redes sociales online.

5. Tracking y búsqueda de bitácoras en español
Se lanzará Technorati en español o un servicio equivalente que agrupe las prestaciones del Blogómetro, del buscador de Bitacoras.com y del ranking de Alianzo.

6. Podcasting
Los formatos audio y vídeo se incorporarán de modo regular entre los contenidos textuales y gráficos de los weblogs. Flickr aprovechará su prestigio entre los bloguers para extender sus servicios al ámbito multimedia.

7. Profesionalización y comercialización de la blogosfera
Habrá un incremento sustancial de la inversión publicitaria en la Red que beneficiará a las bitácoras de nicho y estimulará el desarrollo de bitácoras temáticas de alta calidad. Se acentuarán los procesos de mediatización de la blogosfera (weblogs convertidos en medios digitales al uso y periodistas reconvertidos en bloguers) y canibalización mediática (weblogs y bloguers incorporados en las ediciones online de los medios tradicionales).

8. RSS
Continuará la expansión del uso de las fuentes RSS más allá del ámbito de los weblogs, así como la evolución del formato en la línea de la especificación SSE. Crecerá el consumo de fuentes RSS desde dispositivos móviles.

9. Agregadores temáticos y directorios geográficos
La blogosfera hispana comenzará a segmentarse temática y regionalmente. Proliferarán los portales temáticos y los agregadores de nicho y cobrarán mayor relevancia los directorios nacionales de blogs, así como el movimiento de blogs de ciudades.

10. Blogosfera off-line
Se incrementará la visibilidad de la blogosfera y de los bloguers fuera de la Red. Publicaciones, eventos, encuentros, así como la presencia regular en los medios como fuente de contenidos marcarán la salida de la adolescencia y la llegada a la madurez de la blogosfera hispana.

TV muda radicalmente depois do dia 10

Como há muita dúvida sobre a televisão digital no país, resolvi me dedicar um pouco pelo assunto. Mas pelo fato do digital do que pela TV, que não curto muito. Li uma matéria no site da Fapesp que o modelo digital brasileiro já está definido. Já temos conceitos e protótipos. Temos equipamentos de geração, de recepção e conversão de sinais. Tudo tupiniquim. Tudo isto conseqüência de um consórcio formando pelo governo federal que congrega 106 pesquisadores. Eles entregam no próximo dia 10 a proposta brasileira de modelo de televisão digital ao governo Lula, que ja gastou R$ 50 milhões com o consórcio.

Pelo o que pesquisei, o Brasil tem uma particularidade: temos um processo de canalização que funciona em 6MHz. E os padrões de televisão digital japonês e norte-americano funcionam, respectivamente, 7 Mhz ou 8 Mhz. Logo, não tínhamos como adotar sem fazer modificações. Então o governo federal, em novembr de 2003, criou o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). Missão: produzir o modelo brasileito de tv digital, o que significa produzir conceitos e equipamentos. Isto já está pronto. Após o dia 10, entramos na fase da produção industrial dos equipamentos e a sua comercialização.

O que tv digital tem de novidade?

Entre as inovações que a televisão digital traz são:

— qualidade técnica de imagem e som:

  • a nossa tv possui cerca de 600 linhas. Pularia para 1080. Melhor do que imagem de DVD.
  • o formato da tela passaria para 16:9, próxima a do cinema. Ou seja, a tela iria se tornarmuito mais horizontal.
  • o som se ampliaria. De estereo (dois buraquinhos) para digital (seis buraquinhos – similar ao som dos equipamentos como home-theather)

— interatividade:

  • local: o usuário baixa o programa que quer assistir.
  • com "canal de retorno não dedicado": interações com redes fora da TV, como a de telefone. Tv pode virar telefone tb.
  • com "canal de retorno dedicado": transmitir e receber dados via banda larga. Desde que o usuário tenha em casa antena de recepção e transmissão de dados.

— Acessibilidade:

  • Facilidade para gravar programas.
  • Múltiplas Emissões de Programas: o usuário assiste o programa na hora que ele quiser.

O brasileiro, americano, o japonês e o europeu

Não é piada, não. Trata-se dos três modelos de televisão digital que pode ser usado pelo Brasil. Por enquanto, a tendência é de descartá-los, já que o governo investiu R$ 50 milhõespara criação do nosso próprio modelo. O único país emergente a fazer isto no mundo. Contudo, tem até dia 10 de fevereiro para decidir qual padrão utilizar.

  • o modelo americano (ou ATSC): foco na televisão de alta definição (1080 linhas). Surgiu da necessidade de transformar a televisão em tela de cinema. Tem um serviço chamado de EPG. É um guia de programação, na tela, que permite o agendamento de conteúdos específicos para serem gravados por um aparelhinho chamado Digital Video Recorders conectado à TV. Vc pode tb acessar a Internet. Desvantagem: restringe a capacidade de transmissão a um só programa por canal.
  • o modelo japonês (ou ISDB): foco na televisão de alta definição e na mobilidade e na portabilidade. Foi o que teve melhor adaptação à realidade brasileira. A atratividade é a tecnologia que permite a TV ser móvel (como o celular) e portátil (que caiba no bolso).
  • o modelo europeu (ou DVB): foco na interação. A preocupação é menos a alta definição e mais na criação de serviços que permitem a interatividade do usuário. Permite a transmissão simultânea de mais de um programa por canal, permitindo uma média de 4. É padrão das tv´s por assinatura via satélite.

Celular dispersa aluno

Li uma matéria curtinha sobre uma pesquisa que aponta que os alunos se dispersam, em sala de aula, por conta do celular. Uma boa pauta para o jornalismo. O estudo mostra que a dispersão está associada com as mensagens SMS.

Realmente celular é uma praga em sala de aula. Falo como professor e como estudante (de doutorado). Nas aulas da pós era um inferno ouvir os barulhinhos dos toques. E as pessoas: — ou, filho, ahran, sei, tô na aula, tá, tá, tá… depois eu vou, depois eu ligo, tá, ciao, tá, ciao… Um saco. E sempre há os mais carentes que sempre deixam o celular ligado para receber atenção de toda turma quando o aparelhinho toca. Há o esquecidinho. Há o tímido. E adispersão rola solta mesmo…

Mas deixando a brincadeira de lado, o celular em sala de aula pode ter um duplo sintoma: liberação ou aprofundamento do controle. Pelo lado libertário, é um bom subterfúgio para escapar da lógica disciplinar da sala de aula, marcada pela lógica da "presença". Indica ao professor que a aula precisa ser mais interativa e inventiva. Por um outro lado, o celular pode estar servindo como um instrumento de ampliação da vigilância, à medida que serve para que o sujeito seja prisioneiro da lógica social: — Oi, vc está onde?, pergunta fulano. Resposta do sicrano: "Estou no celular". Ai ai, o tempo virou espaço. E o aluno é vigiado não só pelo professor, mas tb pela família, pelo chefe, pela(a) namorado(a) etcetera, que enche a sua paciência com as chamadas constantes.

Enfim, de qq forma é uma questão em aberto.

pausa nos posts

Essa semana estou totalmente off!!! Produzindo um projeto de pesquisa para financiamento na Fapes, sobre jornalismo e violência. Corrigindo trabalhos e provas! Final de período não é só pra aluno, é pra professor tb.

Estou lendo, entre o tic e tac, um livrinho legal, chamado Repórteres, editado pela Secac-SP. E estou assustado com o novo celular da nokia com tv ao vivo.

No domingo, retomo a minha vida digital. Até!

Raio X da Internet no Brasil

O Comitê Gestor de Internet brasileira publicou uma pesquisa inédita sobre o diagnóstico do uso das novas tecnologias de informação pela população brasileira. Alguns dados interessantes:

* O óbvio: pessoas mais ricas de regiões mais ricas e jovens tem maior acesso ao computador.

* quanto o uso do computador, 55% nunca usou. 16% tem em casa. Quanto ao uso da internet, 32% da população tem acesso a internet. O dado parece pouco, mas é grande.

O computador é um bem ainda caro. Talvez com a proposta do PC popular o número de usuários aumente. Contudo, a urgência é aumentar a política de acesso à tecnologia da informação. E isto deve ser papel fundamental do poder público (universalização). Contudo, o Estado ainda tem uma visão muito limitada da política de inclusão digital. Pensa a política como algo educacional, para criancinha saber mexer no windows, quando deveria pensar a inclusão digital como diferencial competitivo de desenvolvimento local. O governo federal já deu um passo importante, que é fornecer crédito para a compra de PC. Os estaduais e municipais deveriam fazer o mesmo. Um segunda política seria a da ampliação do acesso: em escolas, praças, unidades de saúde, correios, shopping centeres. Já há solução (barata) para isto, tal como as redes sem fio associadas à rede elétrica. A instalação dessas redes deveria passar pela disponibilização da web para o cidadão em sua casa, que se plugaria nessa rede pública de acesso a internet, tal como ocorre na cidade de Piraí, no RJ. Um terceiro aspecto da política seria de fortalecimento dos movimentos de produção livre de tecnologias informáticas. O software livre, além de baratear o custo da tecnologia, fornece tecnologias de qualidade. É inadmissível que o poder público fique pagando licença para empresas proprietárias. Investir nos movimentos significa ampliar a capacidade do trabalho local em produzir inovação em TI.