Um frasista de primeira

Estou lendo "A Pele da Cultura", de Derrick de Kerckhove (um dos principais discípulos de Mcluhan). Lá pelas tantas cita uma frase maravilhosa de Baudrillard:

"A consciência é um novo produto industrial"

Simples, mas direta. Vivemos cada vez em uma sociedade em que nossa identidade, nossa consciência de estar no mundo, é pautada não mais numa relação eu-outro, mas na eu-mercadoria. Hoje qualquer bugiganga que compramos no supermercado tem estilo, gosto, preferência. As mercadorias pensam: são responsáveis socialmente, a favor do desenvolvimetno sustentável, contra o trabalho infantil etc. A consciência definitvamente é um novo produto industrial.

Achei interessante como Kerckhove rebate Baudrillard. O canadense discorda em parte do francês, ao afirmar que a sociedade é cada vez mais transparentes (as notícias e informação circulam na velocidade da luz) e próxima (sabemos o que ocorre em outras sociedades na velocidade de um clique). Logo as novas tecnologias fazem é ampliar nossas consciências, mesmo em um momento histórico em que a consciência é também um produto industrial. Haveria então uma dialética do estar consciente.

Na minha opinião, estou mais para Baudrillard. É horrível ver que hoje a única opinião das pessoas se expressam através da moda ou dos restaurantes que reqüentam. O sujeito reproduz a consciência industrializada o tempo todo. Vejo que as novas tecnologias possuem um papel importante na possibilidade de reverter esse quadro, mas ela por si não produz nem mais, nem menos consciência. É produto da própria consciência e existência humana.

Internet diminui impacto da TV em campanhas eleitorais

Li esse post no site do Reinghold. Trata-se do resumo de uma matéria publicada no New York Times que mostra como a Internet produz mudanças na política americana. Os candidatos e partidos agora têm blogs, sites, organizam audiência públicas por meio da web, produzem campanhas políticas etc.

O mais interessante da matéia seria como os marketeiros estão estruturando as próximas campanhas presidenciais. Mas a maior mutação, indicada por analistas de comunicação política, será a diminuição da força da TV na formação de opinião do eleitorado. A Internet decidirá voto.

Para 2008 (ano eleitoral nos EUA), os marketeiros vão produzir audios que se comunicam diretamente com eleitores, por meio de podcasts. Sem contar os vídeos – sobre o perfil, as idéias dos candidatos, mas outros com ataque aos rivais – que serão postos a circular em programas de trocas de arquivos (P2P). Uma outra estratégia será a criação de comunidades virtuais de adesão ao candidato e de ódio aos rivais em espaços de redes sociais da Internet, como o Friendster (o Orkut americano).

Sabemos que há o tal do mobile markting. Uma estratégia viral de circular as campanahs publicitárias ou mensagnes políticas via telefone celular.

Tecnologias de Cooperação

Belo texto do Howard Rheingold sobre Tecnologias de Cooperação. Estou devorando tudo sobre o assunto, já que é o objeto da minha tese. O nome do paper é "Technologies of Cooperation: A New Story About How Humans Get Things Done". Pena que é, em inglês, que leio macarronicamente. Por falar em Rheingold, acabei de comprar dois livros deles: A realidade virtual e Multidões inteligentes.

Dica: Smart Mobs

Por que sou a favor das cotas?

1. Minha origem social é negra e pobre. Não há aqui nenhuma vitimização. Só identidade de classe. Passei em segundo lugar na Ufes, em quinto no Mestrado e em primeiro no Doutorado. A origem social não diminui a capacidade cerebral de ninguém. Diminui as oportunidades. Para entrar na Ufes, a mensalidade do meu cursinho foi paga por um "condomínio de sócios" (rs). Mas quase desisti. A família pressionava para trabalhar, pois a comida era escassa e a dívida era exorbitante. Me destacava na sala de aula porque, enquanto meus colegas estavam num hedonismo (que inveja que tenho disto!), eu devorava tudo que passava. Era rato de biblioteca! Sabia que não teria privilégios. Se ficasse resignado à elite branca, não perfuraria o muro do clube dos privilegidos, que faço parte hoje. Ninguém respeita a classe social, mas todos se calam à inteligência.2. Não acredito em mestiçagem. Invenção muito bem orquestrada na definição da cultura brasileira (se há isto, né!). A concepção de mestiço foi uma boa maneira para criar a ideologia do convívio pacífico entre as raças. Coisa linda. Acabou estruturando a transformação das massas excluídas (frequentemente negras) em homens cordiais, homens docilizados. "Claro, senhorzinho, sou igualzinho a vc, q tem tb um pezinho na cozinha!". Se não fosse (e é) a mestiçagem, cabeças iriam rolar nesse país. A mestiçagem transforma as diferenças e as transforma em uno. No Brasil, como dizia Caetano, "preto é preto, branco é branco, e a mulata não é a tal." Então esse papo de dificuldade de estabelecer que é negro no país porque somos mestiço é uma farsa covarde. É a penúltima carta na manga para evitar que privilegiados continuem privilegiados. Tenho um filho branco dos olhos azuis (ah! adoro meu filho). Se ele não passa na Ufes, quando fizer o vestibular, como integrante da classe média, mando ele para o RJ, SP, até para o Japão.

3. As desigualdades sociais no país tem cor: é negra. Temn gente que não sabe o que é ser pobre, estatisticamente. É o sujeito que está numa família com renda per capita igual ou menor que R$ 175 reais. Em uma família com 4 integrantes e que tem uma renda de R$ 700,00 é considerada como pobre. O ES tem 40% de pobres (ou seja: 1,2 milhão abaixo da linha da pobreza). Olha que essa turma é soente parte dos alunos que estão nas escolas públicas. Se quiserem discutir uma pouco mais, é o seguinte: o IPEA publicou em 2001 um estudo sobre desigualdades e raça nesse país mestiço. Resultado: 40% da população do país é negra. Contudo, 60% dos pobres são negro. Os brancos representam 85% dos mais ricos. O Brasil branco é três vezes mais ricos do que o Brasil Negro. A média de anos de estudos dos brancos é de 9 anos. O do negro5. QWuse o dobro. 97,7% dos negros no país com 25 anos ou mais (ppopulação adulta) não ingressaram no ensino superior. Está tudo no estudo. Para piorar a situação a Universidade Federal tem uma composição etária nada coincidente: 70% dos alunos são brancos. Por que será? Seria os brancos mais inteligentes? "Não tivemos ensino de qualidade", dizem. "É só por isso", continuam a dizer. Mas por que tiveste ensino de qualidade? "Por que temos renda e não defendemos a escola pública. Não queremos nem saber da escola pública. Isso é problema do Estado. Já basta o imposto que eu pago". Mas por que tens renda maior? "Por que temos os melhores cargos e profissões", argumentam. Mas só por isto? "Não, sabemos ganahr dinheiro e sonegar tb". Ah!!!. "Além disto, graças a Deus, o país libertou os escravos, que tiveram filho, neto, bisneto, tataraneto que continuam e vão continuar os mesmos." E esse pessoal aceita tudo assim na boa? "Não, não.. foi uma luta para criar a cutlura da mestiçagem. E quando a coisa aperta criamos política de educação profissional para eles. Pobre (negro) trabalha desde cedo pra gente, vc sabe, meu senhor, a gente acorda tarde…" Ou mudamos agora ou não mudamos nunca.

4. Não há gênios na Universidade. Estudante de escola pública não faz cair o desempenho, muito menos, a qualidade acadêmico. A UERJ, onde há cotas há mais e cinco anos, mostrou em estudo (publicado na Folha) que os cotados tiveram desempenho maior em todas as áreas e cursos. Logo, o mito já foi quebrado. Ninguém lembra do que aprendeu no cursinho. O conhecimento solicitado pelo vestibular não prova nada. O problema da Universidade é ela mesma. O seu corporativismo. Não é o neoliberalismo. É o fato de ter uma relação professor-aluno medíocre: 1 professor-11 alunos (entre oputras coisas, tipo professor não dá aula). Isto é um absurdo. Absurdo, absurdo.

5. Pelo fim do vestibular. O problema é o vestibular. O ideal é acesso para todos. Este é o ponto que une cotas e não-cotados. É necessário se mobilizar em torno dessa pauta. Fazer como os jovens franceses. Universidade para todos, já! Isto porque hoje ela é de qualidade, mas não é pública! Ela não é de todos!

O cordel que Gil leu

Segue o cordel que o Ministro da Cultura, Gilberto Gil, leu na abertura do ano letivo da Escola de Comunicação da UFRJ. Adorei!

Cordel da TV Digital

Brasileiros atenção
pro que está acontecendo!
O País está vivendo
momento de decisão.
A nossa televisão
tá prestes a ser mudada,
e pode ser melhorada
se o povo se unir
e agindo exigir
TV democratizada.

Eu vou tentar explicar!
O Brasil tem que escolher
qual modelo de TV
deverá ele implantar
para digitalizar
a forma de transmissão
em nossa televisão.
Se escolhermos direito
será o passo perfeito
pra democratização.

É importante saber
que é pública a concessão
de rádio e televisão.
E se é assim por que
só tá na mão de um poder
e não nos braços do povo?
Mas pra nós sobra o estorvo
de não poder se escutar
de não poder se mostrar
porque eles cortam o novo.

Com a TV digital,
em um mesmo equipamento,
haverá recebimento
de um tal multicanal,
pois em um mesmo sinal
caberão quatro canais
que abertos e plurais
serão meios de expressão,
meios de transformação,
das misérias sociais.

Quem Internet não tem,
nem sabe o que é e-mail,
desfrutará desse meio
e outras coisas também,
pois a tal TV contém
tudo isso reunido,
bastando ser escolhido
o modelo ideal
pra inclusão social
do nosso povo oprimido.

É a chance da maioria
poder usar sua voz.
É o momento de nós
na mídia fazer poesia,
resgatar cidadania,
ecoar nossos anseios
gritar nossos aperreios
pro mundo todo escutar
e podermos transmutar
esses gritos em gorjeios.

Produção independente
ganhará devido espaço
e dará o grande passo
de enfim plantar semente
de uma programação decente,
bem mais regionalizada,
bem mais diversificada,
difusora de culturas,
livre de qualquer censura
a nada mais amarrada.

Mas essa realidade
tão sonhada por a gente
depende do presidente
reagir com mais verdade.
E nós, a sociedade,
entrar nessa discussão.
Que é nossa a televisão!
O ar, as ondas, a terra!
E só o que nos emperra
é tanta concentração.

O Governo Federal,
muito mal representado,
tem Ministro de Estado
um empresário boçal.
E a TV digital
importante instrumento
para o desenvolvimento
corre o risco de ficar
como sempre teve e tá
nas mãos de um poder nojento.

O tal ministro citado,
que se chama Hélio Costa,
de fato somente aposta
no monopólio privado,
neste empresariado
que recebeu concessão
de rádio e televisão
e quer se perpetuar
o único a mandar
na nossa programação.

Três modelos são usados
em países estrangeiros.
Falta agora o brasileiro
que já vem sendo estudado,
mas não é incentivado
pelo ministro Hélio Costa
que com uma conversa bosta
'só quer saber da imagem'
e do que trás de vantagem
o comércio de resposta.

Hélio já quer escolher
o modelo do Japão.
E nós, a população,
queremos comprender
por que não desenvolver
um modelo brasileiro
e trocar com o estrangeiro
a nossa experiência?
É preciso paciência
não pode ser tão ligeiro.

Nossa tecnologia
poderá desenvolver
um modelo de TV
que nos dê soberania,
impulsione a economia
pra benefício geral
e a política industrial
tomará um novo impulso,
mas é preciso ter pulso
pro sonho virar real

E a nossa rádio querida
um meio tão genial?
Também vai ser digital,
mas já tá sendo ferida
por decisão desmedida
que em teste colocou
um modelo de cocô
lá dos Estados Unidos
que precisa ser banido
extirpado com ardor.

O tal modelo testado
pelas grandes emissoras
parece uma vasssoura
varrendo o nosso prado
querendo-nos afastados
do espectro radiofônico,
do nosso poder biônico,
de transportar nosso tom
aos ares e a Poseidon,
num ato lírico sônico.

Nossa comunicação
tá é toda atrapalhada
as leis já não valem nada,
é grande a concentração.
Os meios de produção,
são os mesmos que transmitem,
só o que os donos permitem
já que muito é censurado
e a gente fica obrigado
A receber o que emitem

Eles querem capital,
nada mais os interessa,
e vêm com uma conversa
de que querem o bem geral.
Mas só o comercial
de fato os movimenta,
e a gente não mais aguenta
tão grande desigualdade,
tão louca sociedade,
que tanto nos atormenta.

A discussão é política,
técnica e social
e nos é fundamental
uma visão mais holística,
pois não é só estatística
é cultura, educação
e nossa legislação
tem que ser remodelada
pra ficar mais adequada
à nova situação.

É hora de acordar
pois a comunicação
é troca, é interação.
Não dá mais para ficar
da forma como está
nas mãos de uma minoria
que defende a hegemonia
de cruéis monstros Globais
que se mantêm voraz
roubando nossa fatia.

Gente, comunicação
é um direito humano!
Não é somente um cano
de passar informação.
É forma de comunhão,
forma de sobrevivência,
de expressar nossa essência,
de viver com liberdade,
com mais naturalidade
e também mais consciência.

Luciana Rabelo
Fev/2006

Gil manda ver no Helio Costa

Ontem o ministro da Cultura, Gilberto Gil, fez duríssimas críticas ao Helio Costa, ao ler um cordel que defendia a implantação da TV digital, mas não o "modelo do ministro", a quem acusou de ser instrumento do capital midiático nacional. O gesto de Gil foi feito na Escola de Comunicação da UFRJ, em aula inaugural da Pós-Gradução (que m… por que eu não fui!!!), e causou reação imediata do ministro.

A atitude de Gilberto Gil acabou criando uma crise com ministro Hélio Costa, que, em entrevista coletiva, retrucou as críticas cantadas pelo ministro da Cultura chamando-o de "Gilberto Vil" e de "cantorzinho-show man", que "não comparece às reuniões do Comitê de Desenvolvimento da TV digital" e "não entende nada do assunto". "Queria ver ele repetir estas palavras na frente da ministra Dilma (Rousseff)", provocou ainda Hélio Costa.(http://telaviva.com.br)

Cada vez mais me convenço que Gil é um dos grandes ministros desse governo, que faz uma revolução na cultura (destinando verba e programas para o andar de baixo), contudo, a mídia e os artistas globais odeiam-no, porque sempre mexe com os interesses deles.

O futuros dos mídias

O jornal El Pais, em seu formato digital, publicou um especial sobre o futuro da indústria da informação após as transformações produzidas pela Internet. O material, embora curto, é ótimo. Mostra e indica caminhos para os barões da mídia. Vamos a eles:Sobre o modelo de negócio das empresas de comunicação:

– o futuro dos mídias passar por criar ambientes abertos para que o desejo dos usuários (de produzir suas notícias) seja suprido. Os usuários (leitores) não querem só receber informação, quer criá-las.

– a publicidade vai ter de evitar interferir na notícia (até graficamente).

Sobre as mutações do público:

– a história começa depois da notícia. A notícia é somente um ponto de partida para o debate e reação dos usuários da Web. Assim, a história acontece depois, e não antes (como era antes).

– A audiência é global. Cada vez mais…

– "Toda vez que morre um leitor da imprensa escrita, não é substituído por um outro". Logo, o leitor de impresso está se escasseando, mas vagarosamente. Alguém lembra do telegrama. Não existe mais. Morreu devagarzinho, devagarzinho.

– Uma saída possível: Há um jornal londrino on line que vai abrir uma seção chamada Comment is free. Serão 200 leitores que opinarão sobre assuntos, postar resenhas de livros, críticas de cinemas… É uma ótima: selecione leitores e o transforme em fontes de informação.

Sobre as mutações tecnológicas:

– Os conteúdos precisam ser cada vez mais instantâneos. Por quê? O leitor web só fica 3 minutos em um jornal digital. Logo, tudo precisa ser rápido.

– Ter mais espaços em que haja transmissão wi-fi.

– Se preparar para a TV Digital.

Há ainda opinião de especialistas sobre como a mídia deve sobreviver no espaço liso e contínuo da web. Muito legal. É bom saber como o capital está se organizando.

Sobre o conceito de virtual

Um pouquinho de reflexão é muito bom. Hoje a aula girou em torno do conceito de virtual, atual, virtualizaão e atualização. São bases fundamentais para se entender o jornalismo em tempos digitais. O tempo foi curto. Avançou-se nos três primeiros conceitos, mas, a turma já muito cansada pedia para respirar um pouco. Fiz muitas remissões a dois livros: Cibercultura e O que é o Virtual?, ambos de Pierre Levy. Vamos a síntese dos debates:- o conceito de virtual: existe como potência, mas não como ato. A semente é potencial árvore, mas não necessariamente ela vai vingar. Logo, a semente é o virtual. É um devir, um poder vir a ser. Na vida cotidiana, construímos o virtual constantemente. Ele povoa a esfera dos nossos desejos. Queremos mudar de vida, mudar de cabelo, mudar de estilo. Imaginamos, definimos metas etc. Mas muitas vezes esse desejo não se concretiza. E existe somente como uma possibilidade (potência). O virtual, portanto, não possui presença.

– o conceito de atual: é oposto do virtual (do possível). Ele sempre possui uma presença, um aqui-agora. É sempre objeto de mudança, originadas pelos desejos e pensamentos virtuais. Agora estou em casa, daqui a pouco não. Eu quis sair de casa e fui a festa. Antes em casa (atual), agora na festa (um outro atual), depois estarei em casa de novo (outro atual). Esse movimento de entrada-saída foi impulsionado por intenções, desejos ou expectativas, que, antes de cada ato, só existia como virtual. O atual, portanto, é sempre renovado pelo virtual.

– o conceito de atualização: é o processo em que o verbo se faz carne. É quando o virtual se concretiza. Sempre quis ser moreno (virtual), mas sou louro (atual). Mas ao tingir o meu cabelo, eu me atualizei. Tornei um outro ente. No fundo no fundo, atualizar-se é sempre renovar-se. É quando um problema (virtual) é substituído por uma solução.

– o conceito de virtualização: é quando o atual se torna fonte de criação de novas virtualidades. É "quando aquilo que é" se torna o alimento "do que não é mas pode vir a ser". Quando digitalizamos uma fotografia, ela perde o seu suporte de presença (o papel), passando a habitar em um computadores, ela se torna uma potência. Um devir. Isto porque – transformada em 0 e 1 – a imagem pode ser completamente alterada: podemos retocá-la, retirar e incluir personagens, graduar a luminosidade, enfim, podemos multiplicar ao infinito as possibilidades de mudança. Por isso que, ao chamarmos uma imagem de virtual, estamos querendo dizer que é uma coisa que agora possui a qualidade de ser infinitas coisas. O que é um site? É um eterno devir. Por isso que o atual na Internet dura frações de segundo. Por que sendo a web um ambiente de virtualização, sua linguagem é da renovação constante. Se repararmos, muitas vezes, acessamos um jornal e no momento da nossa leitura, o sistema automaticamente atualiza as informações. Sai de uma presença fixa.

Comentários, please!!!!

Uso social do Celular

Na Inglaterra, um Conselho Comunitário de Políticas Públicas (sub-prefeitura) deu um uso bastante social aos celulares. Simples: o sujeito viu a sua parede cheia de pichação, ou um carro abandonado, ou a rua cheia de sujeira. Fotografa e manda para o conselho, que providencia a solução. O envio da foto, via celular, é gratuita.

É uma forma inteligente de intervir na cidade e exercer a cidadania. O nome do projeto é Love Lewisham (nome da região).

Dica: site Smart Mobs

Blogs socialistas

Para quem curte o estilo "a luta continua companheiro" há uma organização na blogosfera que reúne os melhores blogs socialistas. É para quem curte um debate à esquerda sobre os destinos no mundo.

Os caras são tão organizados que esta semana estão produzindo um seminário que reúne os blogueiros esquerdistas para debate o futuro do mundo. São 75 blogueiros espalhados, principalmente, pelo mundo hispânico.