Amanhã, na Ufes, começa a novela Carrosel. Estava com saudades das minhas pestinhas. Então, pensando nelas, reelaborei a proposta da disciplina Teorias e Práticas Jornalísticas para Meios Online, que eu chamo carinhosamente de TPM. Cata aí o doc da matéria. A novidade deste semestre é que darei, pelo menos, duas aulas remotamente, usando uns apps aí. E a função de cada estudante-jornalista será de relatar via Facebook ou Twitter a aula expositiva (relatar significa me arguir tb, né!). A aula expositiva será dada, por mim ou por algum fake, em algum lugar desse planeta, via streaming. Olha que beleza! Nessas aulas sempre teremos relatos compartilhados, usando a hashtag #AulaLivre. Por esse trabalho árduo,cada aluno terá alguns pontinhos de participação. Daí depois eu apareço, de 11h às 13h, de volta à Idade Média, num lugar onde um monte de gente olha pra vc com cara amassada da balada de domingo. A volta é uma espécie de blitz, só para ver os fakes que interagiram comigo. LEMBRETE: “laptop” e smartphones são liberadíssimos na aula. Leve o seu, porque, no Labcom, há wi-fi.
Month: março 2011
Todo compartilhamento será castigado, by Henrique Antoun
Comentário excelente do Henrique Antoun, no grupo Cibercult, do Facebook, sobre como opera hoje o conflito cultural dentro do capitalismo cognitivo, esse regime econômico atual que captura, dia após dia, nossa capacidade de criar, transformando-a em propriedade intelectuais fechadíssima para poucas corporações; ao mesmo tempo em que busca criminalizar, dissipar e destruir qualquer prática social que, a contrapelo, inventa novas maneiras de o conhecimento circular sem os “cercamentos” estabelecidos pelo Estado desse novo capitalismo.
O capitalismo cognitivo é um BBB global, tentando confinar a multidão em uma periferia extra-terrestre. Programas de eliminação paulatina são formas de treinamento da juventude ao novo mercado de trabalho regido pela invenção submetida ao gosto popular e dirigida pelo poder de corrupção do capital. Todo compartilhamento será castigado. Toda generosidade será eliminada. Ao contrário do capitalismo fordista q prometia recompensar o esforço contínuo, o capitalismo cognitivo só recompensa a apropriação autoral da criação da rapaziada que se submeta aos seus ditames expropriadores. A produção inventiva privilegia a descontinuidade da descoberta e não a regularidade do esforço. O autor não é quem faz mas quem percebe, conhece e se apropria. O império do chupa-sangue q pega tudo q a multidão inventa e diz q é tudo dele. Juventude está sendo “educada” pelos meios de massa a desprezar compartilhamento e cooperação em nome da autoria. O autor é o termo médio que faz a passagem da invenção periférica comum para o sistema de propriedade intelectual corporativo.
Beatlemania
Sidepost, um plugin útil para o seu blog
Cada dia o WordPress tem mais plugins úteis. O Sidepost permite a publicação de posts na sidebar sem que eles estejam na timeline principal do blog. Para que serve isso? Para você dar visibilidade a posts curtos, como dicas de links. Segue aqui um vídeo tutorial que explica o funcionamento desse plugin.
Vão existir meios no sentido clássico da palavra? indaga fundador do El Pais.
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Numa aula inaugural na escola de jornalismo do El Pais, intitulada de Wikiperiodismo, Juan Luis Cebrian, fundador do jornal El Pais, indaga-se se haverá meios de comunicação no futuro, pois que cada vez mais as pessoas são capazes de comunicar suas experiências diretamente a quem quer que seja.
Há uma forma de jornalismo – a se desenvolver na rede – de forma instantânea ou muito rápida e cooperativa, na qual os comunicadores das notícias são em geral os protagonistas das mesmas e o efeito de intermediação desaparece.
E o Google mudou o seu algoritmo: capturar os filtros sociais e eliminar a repetição
E o Google alterou o seu algoritmo para valorizar o conteúdo original em suas buscas. É lógico: no lugar de valorizar o “site-clipping”, vai dar mais atenção aos sites onde os conteúdos originais estão publicados. É ofensiva contra spam e conteúdo duplicado (os chamados sites baseados em content farms).
Mas o verdadeiro motivo da mudança foi a história de uma usuária que buscou sua marca predileta de óculos no Google, que indicou determinado empresa como mais relevante para compra. No entanto, o site da empresa era uma cilada daquelas. Ele aparecia nos principais resultados de busca do Google porque muitos usuários direcionaram link para a página da empresa para criticá-la. Como o Google reputa algo como relevante de acordo com o número de links que determinada URL recebe, neste caso, acabou, sem querer querendo, ocasionando problemas para o usuário.
O efeito colateral de banir sites que são criticados: ofuscar debates de temas polêmicos (como abordo, religião etc) e rebaixamento dos chamado “sites agregadores de conteúdo”, que são geralmente fruto de uma edição coletiva por parte dos internautas, que reputam (para pior ou para melhor) determinada informação mediante a botões espalhados em milhões de blogs. Esses sites, como Digg, Delicious e Meneame, recebem dos usuários a indicação de permalinks sobre determinado tema, que, por conseguinte, são veiculados através de uma lista de notícias mais relevantes (aquelas mais linkadas pela comunidade). Quando clicados, esses permalinks levam o usuaŕio para o site onde o conteúdo original se encontra.
Os agregadores acabam funcionando assim como verdadeiros filtros do que há de melhor na internet. E gera audiência para si e para o link que veicula. O Google viu problema nisso. Podem reputar algo também ruim. E mais: Esses sites, assim, não hospedam conteúdos originais. E faturam grana reunindo diferentes conteúdos que não são de propriedade deles. Ganham atenção porque, com o tempo, o usuário passa economizar tempo e ir direto neles para recolher conteúdo de qualidade; e, segundo, porque quanto mais links são para eles direcionados, mais eles aparecem nas primeiras páginas de buscas do Google, o que gera mais tráfego para eles.
O Google tende a eliminar cada vez mais os intermediadores existentes na própria web, mesmo que essa intermediação seja feita de forma multitudinária. É uma nova fase da gigante americana: capturar os filtros sociais e eliminar os aproveitadores.



